Sou mais forte que este Mundo
que às costas já carreguei,
mais rico que os tantos tesouros
que nunca desenterrei.
Sou mais duro que a madeira
que aos meus ombros se faz cruz,
mais persistente que o escuro
em que logrei achar luz...
Sou mais ágil do que os ventos,
mais possante que as marés,
e mais duradouro que os tempos
ou a terra onde assento os pés.
Sou mais quente que as chamas que rompem o frio
e mais agradável que a brisa fresca de Estio...
Sou mais intenso que a Vida,
sou mais eterno que a morte,
mais verdadeiro que o fim...
Podia assim ser... Eu que o diga!
Pudera tão só ter a sorte
de vencer estes medos que me brotam de mim...
27.11.2007, Cantine/Rue Haute, Bruxelas.
que às costas já carreguei,
mais rico que os tantos tesouros
que nunca desenterrei.
Sou mais duro que a madeira
que aos meus ombros se faz cruz,
mais persistente que o escuro
em que logrei achar luz...
Sou mais ágil do que os ventos,
mais possante que as marés,
e mais duradouro que os tempos
ou a terra onde assento os pés.
Sou mais quente que as chamas que rompem o frio
e mais agradável que a brisa fresca de Estio...
Sou mais intenso que a Vida,
sou mais eterno que a morte,
mais verdadeiro que o fim...
Podia assim ser... Eu que o diga!
Pudera tão só ter a sorte
de vencer estes medos que me brotam de mim...
27.11.2007, Cantine/Rue Haute, Bruxelas.

1 Comments:
É para isso que existem os medos não é?
Para que olhemos com cuidado à volta, identifiquemos os reais perigos e os vençamos... às vezes são necessários para parar! Para confrontar o imaginário e o concreto... :)
E lá andas tu na tua luta...
eu na minha...
Que saudades dos teus textos "carinoso". Este "calhou-me" bem hoje.
Mil doces beijos
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